ESTE BLOG FOI CRIADO PARA A DISCIPLINA METODOLOGIA DO ENSINO DA HISTÓRIA II - MINISTRADA PELO PROFESSOR DOUTOR RICARDO PACHECO

INÍCIO



Criado no GeradordeNicks.net

domingo, 2 de outubro de 2011

ATIVIDADE DE AVALIAÇÃO

USANDO ARTE-EDUCAÇÃO NO COTIDIANO DA SALA DE AULA

TITULO: A linguagem cinematográfica
PÚBLICO-ALVO: Alunos do 5º ano
TEMPO ESTIMADO: Três aulas
INTERDISCIPLINARIDADE: História, artes, ciências, português, matemática e geografia

INTRODUÇÃO
Ao assistir um filme, em nosso cotidiano, não nos preocupamos – adultos ou crianças – com os aspectos da leitura de um filme. Ou seja, interpretamos apenas o que nos mostra a história dos personagens que compõem o filme. Este plano preparado para duas aulas propõe esta leitura da composição do filme, buscando compreender sua linguagem cinematográfica. Tendo como objetivo central o desenvolvimento da visão mais aprofundada e crítica do aluno frente a sua realidade.
Os filmes contam histórias e as crianças já convivem com esta realidade da contação de histórias, porém o direcionamento pedagógico possibilita a instrumentalização do ouvir histórias e/ou assistir um filme numa visão mais analítica.
As informações recebidas pelos alunos são muitas e desordenadas todos os dias. Cabe ao professor utilizar as mídias: internet, rádio, cinema, entre outras, para educar e organizar as aulas para que os alunos possam processar adequadamente tais mídias.

OBJETIVOS
Após assistir o filme e durante o desenvolvimento da aula é esperado que os alunos:

  • Reconheçam as propriedades que expressam e constroem um filme
  • Identifiquem os significados comunicativos da linguagem cinematográfica
  • Compreensão da importância dos cenários para entendimentos das ações contidas no filme
  • Reconheçam as cores quentes e frias
  • Identifiquem os tipos de moradias
  • Reconheçam os fenômenos da natureza
  • Realizar a leitura das imagens.

METODOLOGIA
         O desenvolvimento desta proposta dar-se-á pela exposição do tema proposto, com o apoio de alguns recursos didático-pedagógicos – data show. Ter-se-á como ponto de partida a problematização do tema proposto a ser desenvolvido a partir da exposição do filme: “Turma da Mônica – O vampiro” de Mauricio de Sousa. A partir do momento em que o filme for finalizado será levantada a problemática: o que o filme quis dizer? E então consecutivamente ao debate serão introduzidas definições de cinema, de organização de cores e cenários. O que tudo isso influencia na produção final da história. Será feito uso da interdisciplinaridade com enfoque na arte e na história, em especial, dando enfoque na importância do cinema, além de ser trabalhada a questão dos fenômenos da natureza presentes no filme. Será trabalhado o imaginário – real e fantasia, partindo da questão vampiros existem?  Os tipos de moradias também serão trabalhados, tudo isto explorando a oralidade das crianças.



RECURSOS DIDÁTICOS
Data show para passar o filme: Turma da Mônica – O VAMPIRO http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=UnGIhN-6t6M&noredirect=1cartolina; hidrocor; recortes de moradias.
ORGANIZAÇÃO DA SALA DE AULA
Cadeiras dispostas como em um cinema, posteriormente será utilizada sistema de grupos.
ESTRATEGIAS:
1ª aula:
Nesta aula será apresentado o filme. Os alunos assistiram e posteriormente serão trabalhados: o cinema, as cores utilizadas nas cenas e a composição dos cenários. O que tudo isto influencia na compreensão dos telespectadores. Para isto serão analisadas cenas do próprio filme. Para contextualizar com o cotidiano será exemplificado com cenas de novelas atuais.
Atividade de casa:
Ao fim desta aula será solicitado que as crianças façam, em casa, um desenho sobre o que foi compreendido do filme, utilizando os conceitos de cores e cenários.
2ª aula:
            Nesta aula serão trabalhados os tipos de moradia encontrados no filme, partindo da realidade dos próprios alunos: onde vocês moram? E a relação que os tipos de moradias têm com a situação econômica de cada um. E assim será, através de analise de imagens, feita a discussão. Será construído um gráfico, em cartolina, da relação das moradias com a situação econômica dos alunos, para que eles possam constatar que suas moradias e situações econômicas podem ser encaradas de diferentes pontos de vista. Prosseguindo os alunos serão questionados acerca dos fenômenos naturais encontrados no filme: frio, trovão e os demais que não estão presentes no filme e quais estão presentes em nossas vidas, trabalhando assim as estações do ano.
Atividade de casa:
            Será passada a leitura do poema “A CASA DOS ANIMAIS” das autoras: Lisandra H. Felipe, Luana M. da Rosa e Mayara G. Marques. O aluno deverá fazer sua interpretação e trazer na aula seguinte, através da produção de um texto.
3ª aula:
            Nesta aula serão trabalhadas as cores e suas definições: primária, secundária, etc. se são quentes ou frias e suas determinações na composição cinematográfica. Qual a importância do cinema para o cenário nacional: econômico e popular. Para tanto serão apresentados relações de filmes, onde dispostos em grupos de quatro pessoas, os alunos analisarão seus custos e benefícios tanto para a economia quanto para a diversão.
CULMINÂNCIA
            Discussão e apresentação de todas as atividades propostas para casa.
AVALIAÇÃO
            O papel do professor na construção do conhecimento consiste em facilitar o intercâmbio das informações entre as crianças. Todo tipo de atividade ou atitude desenvolvida pelos educandos merece ser levado em consideração, e todos os esforços que eles mostram com suas produções devem ser respeitados. Como avaliação é continua e diagnóstica, com a intenção primordial de rever a própria prática docente criando novas possibilidades para estimular os alunos a desenvolverem suas potencialidades levando em conta, principalmente, os avanços individuais dentro da coletividade e a participação no desenvolvimento de todas as atividades.

ANEXOS
POEMA: “A CASA DOS ANIMAIS” autoras: Lisandra H. Felipe, Luana M. da Rosa e Mayara G. Marques.

A casa dos animais
é muito elegante.
Quem mora nela
é o elefante.

E o gigante
mora junto
com o elefante
eles fazem tudo em conjunto.

Os dois são muito
obediente e inteligentes
e adoram cuidar
do meio ambiente.

A amiga deles
é uma abelha
ela mora numa casa
sem telha.

Essa casa 
é de Caco
Quem mora nela
é o macaco.

Os quatro são
muito amigos
e jamais serão
inimigos.
IMAGENS






quinta-feira, 22 de setembro de 2011

USANDO O VÍDEO EM SALA DE AULA

PROPOSTAS DE USO DO VÍDEO
Proponho, a seguir, um roteiro simplificado e esquemático com algumas formas de trabalhar com o vídeo na sala de aula. Como roteiro não há uma ordem rigorosa e pressupõe total liberdade de adaptação destas propostas à realidade de cada professor e dos seus alunos.

USOS INADEQUADOS EM AULA
Vídeo-tapa buraco: colocar vídeo quando há um problema inesperado, como ausência do professor. Usar este expediente eventualmente pode ser útil, mas se for feito com freqüência, desvaloriza o uso do vídeo e o associa -na cabeça do aluno- a não ter aula.
Vídeo-enrolação: exibir um vídeo sem muita ligação com a matéria. O aluno percebe que o vídeo é usado como forma de camuflar a aula. Pode concordar na hora, mas discorda do seu mau uso.
Vídeo-deslumbramento: O professor que acaba de descobrir o uso do vídeo costuma empolgar-se e passa vídeo em todas as aulas, esquecendo outras dinâmicas mais pertinentes. O uso exagerado do vídeo diminui a sua eficácia e empobrece as aulas.
Vídeo-perfeição: Existem professores que questionam todos os vídeos possíveis porque possuem defeitos de informação ou estéticos. Os vídeos que apresentam conceitos problemáticos podem ser usados para descobri-los,junto com os alunos, e questioná-los.
Só vídeo: não é satisfatório didaticamente exibir o vídeo sem discuti-lo, sem integrá-lo com o assunto de aula, sem voltar e mostrar alguns momentos mais importantes.


PROPOSTAS DE UTILIZAÇÃO

Vídeo como SENSIBILIZAÇÃO
É, do meu ponto de vista, ouso mais importante na escola. Um bom vídeo é interessantíssimo para introduzir um novo assunto, para despertar a curiosidade, a motivação para novos temas. Isso facilitará o desejo de pesquisa nos alunos para aprofundar o assunto do vídeo e da matéria.
Vídeo como ILUSTRAÇÃO
O vídeo muitas vezes ajuda a mostrar o que se fala em aula, a compor cenários desconhecidos dos alunos. Por exemplo, um vídeo que exemplifica como eram os romanos na época de Julio César ou Nero, mesmo que não seja totalmente fiel, ajuda a situar os alunos no tempo histórico. Um vídeo traz para a sala de aula realidades distantes dos alunos, como por exemplo a Amazônia ou a África. A vida se aproxima da escola através do vídeo.
Vídeo como SIMULAÇÃO
É uma ilustração mais sofisticada. O vídeo pode simular experiências de química que seriam perigosas em laboratório ou que exigiriam muito tempo e recursos. Um vídeo pode mostrar o crescimento acelerado de uma planta, de uma árvore -da semente até a maturidade- em poucos segundos
Vídeo como CONTEÚDO DE ENSINO
Vídeo que mostra determinado assunto, de forma direta ou indireta. De forma direta, quando informa sobre um tema específico orientando a sua interpretação. De forma indireta, quando mostra um tema, permitindo abordagens múltiplas, interdisciplinares.
Vídeo como PRODUÇÃO
- Como documentação, registro de eventos, de aulas, de estudos do meio, de experiências, de entrevistas, depoimentos. Isto facilita o trabalho do professor, dos alunos e dos futuros alunos. O professor deve poder documentar o que é mais importante para o seu trabalho, ter o seu próprio material de vídeo assim como tem os seus livros e apostilas para preparar as suas aulas. O professor estará atento para gravar o material audiovisual mais utilizado, para não depender sempre do empréstimo ou aluguel dos mesmos programas.

- Como intervenção: interferir, modificar um determinado programa, um material audiovisual, acrescentanto uma nova trilha sonora ou editando o material de forma compacta ou introduzindo novas cenas com novos significados. O professor precisa perder o medo, o respeito ao vídeo assim como ele interfere num texto escrito, modificando-o, acrescentando novos dados, novas interpretações, contextos mais próximos do aluno.

- Vídeo como expressão, como nova forma de comunicação, adaptada à sensibilidade principalmente das crianças e dos jovens. As crianças adoram fazer vídeo e a escola precisa incentivar o máximo possível a produção de pesquisas em vídeo pelos alunos. A produção em vídeo tem uma dimensão moderna, lúdica. Moderna, como um meio contemporâneo, novo e que integra linguagens. Lúdica, pela miniaturização da câmera, que permite brincar com a realidade, levá-la junto para qualquer lugar. Filmar é uma das experiências mais envolventes tanto para as crianças como para os adultos. Os alunos podem ser incentivados a produzir dentro de uma determinada matéria, ou dentro de um trabalho interdisciplinar. E também produzir programas informativos, feitos por eles mesmos e colocá-los em lugares visíveis dentro da escola e em horários onde muitas crianças possam assisti-los.

Vídeo como AVALIAÇÃO
Dos alunos, do professor, do processo.


COMO VER O VÍDEO
Antes da exibição
. Informar somente aspectos gerais do vídeo (autor, duração, prêmios...). Não interpretar antes da exibição, não pré-julgar (para que cada um possa fazer a sua leitura).
. Checar o vídeo antes. Conhecê-lo. Ver a qualidade da cópia. 
Deixá-lo no ponto antes da exibição. Zerar a numeração (apertar a tecla resset). Apertar também a tecla "memory" para voltar ao ponto desejado. 
.Checar o som (volume), o canal de exibição (3 ou 4), o tracking (a regulagem de gravação), o sistema (NTSC ou PAL-M).

Durante a exibição
. Anotar as cenas mais importantes.
. Se for necessário (para regulagem ou fazer um rápido comentário) 
apertar o pause ou still, sem demorar muito nele, porque danifica a fita.
. Observar as reações do grupo.

Depois da exibição
. Voltar a fita ao começo (resset/memory)
. Rever as cenas mais importantes ou difíceis. Se o vídeo é complexo, exibi-lo uma segunda vez, chamando a atenção para determinadas cenas, para a trilha musical, diálogos, situações.
. Passar quadro a quadro as imagens mais significativas.
. Observar o som, a música, os efeitos, as frases mais importantes.
Proponho alguns caminhos -entre muitos possíveis- para a análise do vídeo em classe.


DINÂMICAS DE ANÁLISE
Análise em conjunto
O professor exibe as cenas mais importantes e as comenta junto com os alunos, a partir do que estes destacam ou perguntam. É uma conversa sobre o vídeo, com o professor como moderador.
O professor não deve se o primeiro a dar a sua opinião, principalmente em matérias controvertidas, nem monopolizar a discussão, mas tampouco deve ficar encima do muro. Deve posicionar-se, depois dos alunos, trabalhando sempre dois planos: o ideal e o real; o que deveria ser (modelo ideal) e o que costuma ser (modelo real).
Análise globalizante
Fazer, depois da exibição, estas quatro perguntas:
- Aspectos positivos do vídeo
- Aspectos negativos
- Idéias principais que passa
- O que vocês mudariam neste vídeo
Se houver tempo, essas perguntas serão respondidas primeiro em grupos menores e depois relatadas/escritas no plenário. O professor e os alunos destacam as coincidências e divergências. O professor faz a síntese final, devolvendo ao grupo as leituras predominantes (onde se expressam valores, que mostram como o grupo é).

Análise Concentrada
Escolher, depois da exibição, uma ou das cenas marcantes. Revê-las uma ou mais vezes. Perguntar (oralmente o por escrito):
- O que chama mais a atenção (imagem/som/palavra)
- O que dizem as cenas (significados)
- Conseqüências, aplicações (para a nossa vida, para o grupo).

Análise "funcional"
Antes da exibição, escolher algumas funções ou tarefas (desenvolvidas por vários alunos): 
- o contador de cenas (descrição sumária, por um ou mais alunos)
- anotar as palavras-chave
- anotar as imagens mais significativas
- caracterização dos personagens
- música e efeitos
- mudanças acontecidas no vídeo (do começo até o final).

Depois da exibição, cada aluno fala e o resultado é colocado no quadro negro ou flanelógrafo. A partir do quadro, o professor completa com os alunos as informações, relaciona os dados, questiona as soluções apresentadas.

ANÁLISE DA LINGUAGEM
- Que história é contada (reconstrução da história)
- Como é contada essa história 
. o que lhe chamou a atenção visualmente
. o que destacaria nos diálogos e na música
- Que idéias passa claramente o programa (o que diz claramente esta história)
. O que contam e representam os personagens
. Modelo de sociedade apresentado
- Ideologia do programa
. Mensagens não questionadas (pressupostos ou hipóteses aceitos 
de antemão, sem discussão).
. Valores afirmados e negados pelo programa (como são apresentados a justiça, o trabalho, o amor, o mundo)
. Como cada participante julga esses valores (concordâncias e discordâncias nos sistemas de valores envolvidos). A partir de onde cada um de nós julga a história.



COMPLETAR O VÍDEO

. Exibe-se um vídeo até um determinado ponto.
. Os alunos desenvolvem, em grupos, um final próprio e justificam o porquê da escolha.
. Exibe-se o final do vídeo
. Comparam-se os finais propostos e o professor manifesta também a sua opinião.


SE QUISER SABER MAIS BASTA ACESSAR: http://www.eca.usp.br/prof/moran/vidsal.htm#dinâmicas



terça-feira, 30 de agosto de 2011

PLANO DE AULA - DIA 29 DE AGOSTO DE 2011


História das brincadeiras indígenas

Objetivos 

- Reconhecer a diversidade de grupos indígenas da América Latina. 
- Conhecer os tipos de brincadeira indígena. 
- Comparar o próprio modo de vida com o de crianças indígenas. 

Conteúdos 
- Povos da América Latina.
- Diversidade cultural. 

Anos 
2º ao 4º.

Tempo estimado 
Três aulas.

Material necessário 
Folhas de jornal ou de papel crepom colorido, barbante ou elástico.


Desenvolvimento 
1ª etapa 
Comece o trabalho explicando que o propósito é conhecer como brincam diferentes grupos de crianças na América Latina. De início, mostre imagens de brincadeiras em países dessa região, debatendo as semelhanças entre elas. Nesse ponto, é importante enfatizar dois aspectos. Primeiro: apesar de as comunidades indígenas serem muito diferentes, na maioria delas predominam as brincadeiras junto à natureza, principalmente nos rios. Segundo: os brinquedos são feitos de materiais retirados da floresta. Comente ainda que, em boa parte das atividades, os pequenos brincam em grupos e sem competir, aprendendo diversas práticas do cotidiano. Finalize essa etapa pedindo aos alunos que discutam sobre as diferenças e semelhanças em relação às próprias brincadeiras. 

2ª etapa 
Pergunte se conhecem uma peteca e se sabem usá-la. Proponha, então, que façam uma em sala. Comece amassando uma folha de jornal, formando uma bola achatada. Coloque-a no centro de outra folha, deixando as pontas soltas. Torça a folha na altura da bola e amarre com um barbante ou elástico. Se quiser, pinte com tinta guache. Com o brinquedo pronto, combine com o professor de Educação Física um jogo com a turma. De volta à classe, mostre que a palavra "peteca" vem de péte ka, de origem tupi, nome de um brinquedo feito pelos indígenas com palha seca de milho. É essencial explicar que o tupi era a língua falada em todo o litoral do Brasil até o século 18 e que inúmeras palavras dela foram incorporadas ao português. Por último, conte que, em Minas Gerais, o jogo de peteca é um esporte reconhecido e muito praticado, destacando a influência indígena na nossa cultura.

Avaliação 
Proponha que os alunos produzam um texto curto que identifique a influência indígena na nossa cultura, com base em uma das brincadeiras que eles conheceram. O texto pode ser incrementado por meio da comparação com algum jogo que eles veem como semelhante aos dos indígenas. Avalie se a turma incorporou a compreensão de que esses povos não são homogêneos, mas diferentes em termos de cultura, língua e práticas sociais.